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Pós-Graduação em Gestão de Organizações de Economia Social

Sigla: GOES
Grau: Pós-graduação
Início de Funcionamento: 0/0/YY
Descrição: Este curso de pós-graduação destina-se a dirigentes e a profissionais, com formação disciplinar de base diversificada, que assumem funções de direcção e gestão nas «empresas sociais». Visa, igualmente, proporcionar o acesso a competências de gestão a jovens licenciados e mestres na área das Ciências Sociais e do Trabalho Social que pretendam desenvolver uma iniciativa empresarial (individual ou colectiva) a fim de assegurar o acesso ao mundo do trabalho.

As «empresas sociais» constituem um vasto e diversificado conjunto de organizações produtoras de serviços em resposta a necessidades fundamentais da vida colectiva que se relacionam com:

  • a protecção e a educação na infância e na adolescência,
  • a participação na vida social na velhice,
  • o tratamento de situações de vulnerabilidade social resultantes da precariedade do emprego, da expansão do desemprego,
  • fenómenos de toxicodependência ou problemas de saúde geradores de marginalização social,
  • a construção de relacionamentos sociais em áreas urbanas que atomizam os grupos familiares e os indivíduos ....

Em suma, são empresas que promovem equipamentos colectivos com uma importância crucial, não somente no tratamento de numerosos «problemas sociais», mas, também, na própria construção das relações sociais. Estas organizações tendem, de facto, a gerar modos de pensar e padrões de conduta acerca dos diversos fenómenos sociais que abrangem, representando, também, lugares onde os cidadãos podem desenvolver a capacidade de influenciar a vida colectiva e de participar activamente na promoção do desenvolvimento.

Não perseguindo a obtenção do lucro, este tipo de organização tende, contudo, a ganhar um peso cada vez mais significativo na economia do país, quer na qualidade de entidades empregadoras, que fazem um largo apelo à mão de obra com qualificação universitária, quer em virtude dos fluxos monetários e de bens que movimentam.

Os fenómenos de enfraquecimento das sociabilidades primárias de tipo tradicional (família, comunidade de vizinhança), que resultam de profundas transformações no mundo do trabalho e no ordenamento do território, nas sociedades contemporâneas, podem, com efeito, vir a ser superados através da multiplicação deste tipo de empresa.

Precisamente por se enquadrarem no chamado «terceiro sector», as empresas sociais colocam problemas de gestão bastante específicos. Se é certo que os seus gestores não podem ignorar a necessidade de promover e salvaguardar o equilíbrio económico e financeiro da organização, não é menos certo que a particularidade deste ofício requer que sejam capazes de combinar a qualidade da gestão empresarial com a sensibilidade aos problemas sociais e à privação de direitos.

Num contexto político-económico em que as despesas sociais tendem a crescer mais rapidamente do que os recursos disponíveis, designadamente os que os poderes públicos canalizam para estas organizações, a gestão das empresas sociais requer, pois, um sólido conhecimento das regras do modelo empresarial, ao mesmo tempo que uma particular capacidade de compreender as características sócio-económicas e culturais dos utentes e os desafios organizacionais que a elevação dos mais vulneráveis à condição de cidadão comporta.

Por saber que nem sempre os indivíduos que assumem este tipo de responsabilidade, a título voluntário ou na base de uma formação na área das Ciências Sociais, possuem os instrumentos necessários para enfrentar esta particular complexidade, o Centro de Formação e Extensão Comunitária do Instituto Superior de Serviço Social do Porto propõe este curso de pós graduação.

É uma oferta de formação que se propõe superar a dicotomia entre o social e o económico que tem vindo a perpassar a formação dos profissionais, tanto os da gestão quanto os do social, apostando, antes, no estabelecimento de comunicações virtuosas entre estas áreas do conhecimento, de forma a que o investimento na prática de saberes mais complexos contribua para o avanço do desenvolvimento social.

Dada a relativa heterogeneidade, em matéria de formação, dos actuais gestores de empresas sociais, considerou-se pertinente abrir este curso não somente a técnicos com formação nas áreas do Serviço Social e das Ciências Sociais mas igualmente a formandos que, exercendo funções de direcção neste tipo de organização, independentemente do seu nível de certificação escolar.

Planos de Estudo